
Numa manhã de sábado na Luz, horas antes do apito, a fila à porta do Museu Benfica–Cosme Damião já serpenteia para lá da bilheteira. Um avô de cachecol desbotado puxa uma neta pelo torniquete, prometendo-lhe a sala dos troféus, onde mil taças brilham sob o vidro.
O museu completou treze anos a 26 de julho de 2026, assinalando a data com uma nova exposição e números que não param de crescer: a 14 de janeiro de 2025 recebeu o visitante número um milhão e, na época 2023/24, registou mais de 160 mil entradas—a sua maior afluência de sempre numa única temporada.
Com 4.000 metros quadrados distribuídos por três pisos, o museu guarda cerca de 1.000 troféus e mais de 30.000 outras peças que percorrem a história do clube desde 1904. Deve o nome a Cosme Damião, antigo aluno da Casa Pia que cofundou o Benfica e o treinou durante dezoito épocas até morrer em Sintra, em 1947. Em 2014, recebeu o Prémio Museu Português do Ano.
A exposição de aniversário, O Manto Sagrado, percorre a identidade visual do clube ao longo de décadas de equipamentos. As visitas guiadas estão disponíveis; a sessão das 10h30 no dia de inauguração esgotou.
A entrada custa 10€ para adultos, 4€ para crianças dos três aos treze anos, 20€ em bilhete de família. O museu abre todos os dias das 10h00 às 19h00, exceto em dias de jogo, quando o avô e a neta têm outro programa na Luz.