Linha Circular avança sob os carris de Cais do Sodré

Pouco antes das dez da noite de 9 de janeiro, o último comboio da Linha de Cascais saiu de Cais do Sodré e a estação mergulhou num silêncio pouco habitual. Sob o cais, equipas de obra avançavam com a construção de um novo túnel do Metropolitano—aquele que estabelecerá a ligação entre a futura estação de Santos, na Linha Circular, e o interface de Cais do Sodré já existente.

É a Linha Circular a ganhar forma física. A intervenção insere-se no prolongamento Rato–Cais do Sodré, o troço sul que completará o anel do Metro de Lisboa, há anos prometido—e a complexidade do local exigiu uma coordenação noturna entre três entidades de transporte.

O Metropolitano de Lisboa, a CP–Comboios de Portugal e a Infraestruturas de Portugal anunciaram a supressão coordenada dos serviços da Linha de Cascais entre Cais do Sodré e Algés a partir do final da noite de 9 de janeiro e durante a madrugada seguinte. Os comboios vindos de Cascais terminaram marcha em Algés; as partidas de Cais do Sodré foram suprimidas. Autocarros de substituição, com rampas de acessibilidade e devidamente identificados, asseguraram o transporte pela Avenida 24 de Julho e Avenida da Índia, com paragens em Santos, Alcântara-Mar, Belém e Algés. O serviço entre Oeiras e Cascais manteve-se, tal como toda a circulação do Metropolitano.

Para os utentes que acompanham a Linha Circular através de anos de estudos, consultas públicas e promessas governamentais, o breve transtorno trouxe um sabor invulgar: o de progresso palpável. Sob a estação, o betão está a ganhar forma, a via está a ser reposta, e o círculo está, enfim, a fechar-se.

Leave a reply

Previous Post

Next Post

Loading Next Post...
Search
Loading

Signing-in 3 seconds...

Signing-up 3 seconds...

Cart
Cart updating

ShopYour cart is currently is empty. You could visit our shop and start shopping.